domingo, 24 de maio de 2015

Relatos perdidos e repletos de tudo

E na segunda-feira desvairada
A paz pousou na mão da cigana
E quando os dias foram passando
Ela foi perdendo os medos de criança

Foi pouco a pouco se despindo da desconfiança
Foi acolhendo a dança
dança da vida que chegou pra tocar a música da eternidade

Sim, minha senhora
não tem nada de errado com a sorte
Sou bruxa

E passos firmes foram se abrindo ao ponto de apenas 3 passos atravessarem anos
E os sorrisos crescendo no corpo
Se emaranhando nos braços, nas pernas, nos olhos e nos abraços

Tudo agora era riso alto
Inconsequente
Quebrado e molhado, engasgado
As vezes sem dente
As vezes amordaçado
Sofrido ou concertado
Mas eram sempre sorrisos

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