quinta-feira, 17 de maio de 2018

O que desaba de mim são os terremotos fascinantes

O brilho que atenua minha falta
 insensatez atrelada à entre pulos de starts

nada quero dizer com meus erros

e posso sentir que o sentimento é coletivo
rebento antepasso

tardou a tarde a chuva já caiu e ninguém topou iniciar

meu corpo, insólito desejo, máscara fomentada, inquietação amorosa
eu e minhas linhas
meus fios condutores
minhas alegrias e descompassos

hoje já é longe, passaram-se meses, eu mesma passei muito

cada vez o amor se mostra mais
e a cara dele é a cara da loucura

é um sopro madrugada a dentro, é uma vergonha, um empurrão

existência terra-planada nos circuitos onde nossas cicatrizes se encontram

foi chuva que caiu ontem
e eu desaguei com ela