sexta-feira, 25 de abril de 2014
É Proibido Proibir
Ela disse pra ele que o objetivo da vida é viver
e isso inclui não encurtar
não morrer
Então é o juízo final
você escolhe ficar ou fugir
O sol, vai continuar lá, brilhando quieto e complacente
maldito
A gente não pensa, se envolve
por escolha juvenil escolhemos que o amor há de ser eterno novamente
e por consequência disso prosseguimos
nos cansando, falando, discutindo, odiando, raspando no chão a pedra finita chamada esperança
Todos os dias quando acordava, ele olhava a luz e pensava que já estava acabando
que a barbaridade que assistia todo dia não era dele
nem de ninguém, era do mundo
Todo dia ele tentava achar razão pra não desistir
Mas a vida nos consome, não perdoa e nem faz justiça
Ela bate forte no rosto do pobre
Ela embebeda de ignorância e mentira a mão do armado
Que com a farda se sente premiado
Mas o conforto está, como sempre na inspiração
que produz a arte
As formas de expandir com o medo pro além do real
pro ficcional
Pra teatrar a música do quadro no palco do show de espetáculo
é preciso força pra acreditar e pra amar
Amor que um dia acreditamos ser a solução
Mas na verdade ele só serve pra nos proteger da desilusão, da realidade.
sexta-feira, 18 de abril de 2014
Sepulcro musical
Divisão do bem querer em faces erradas
Espero de ti todo o amor que não podes me dar
Que o nosso tempo morto e incerto nos dê a sabedoria de viver o já
de ler o livro na rede depois do jantar
de falar e falar e falar
Sobre os romances antigos, sobre a dor da vida, sobre o escritor cubano que no já não se encontra mais.
Que a rede que balança levando o tempo em si leve também o mal
que só fique o bem querer e a esperança de recomeçar
Nós, juntos ali na varanda, olhando pro céu de encontro as montanhas
possamos compreender a leveza dessa menina que se chama vida
que brinca com todos e ri de gargalhar
Ri todo dia do café quente demais
do latido alto
do tropeçar
O velho encostado no portão retém pra si a calmaria da manhã fria
diz que não se preocupa mais com a vida
que é amigo maior do tempo rei e que a cada nascer do sol também renasce
Que nós, juntos ali na varada, possamos compreender o amor
a paz e a luta
que os livros sobrepostos na estante, não empoeirem o pensamento jovial
de quem pode guardar dentro da lembrança apenas aquilo que faz bem e não reluta.
Espero de ti todo o amor que não podes me dar
Que o nosso tempo morto e incerto nos dê a sabedoria de viver o já
de ler o livro na rede depois do jantar
de falar e falar e falar
Sobre os romances antigos, sobre a dor da vida, sobre o escritor cubano que no já não se encontra mais.
Que a rede que balança levando o tempo em si leve também o mal
que só fique o bem querer e a esperança de recomeçar
Nós, juntos ali na varanda, olhando pro céu de encontro as montanhas
possamos compreender a leveza dessa menina que se chama vida
que brinca com todos e ri de gargalhar
Ri todo dia do café quente demais
do latido alto
do tropeçar
O velho encostado no portão retém pra si a calmaria da manhã fria
diz que não se preocupa mais com a vida
que é amigo maior do tempo rei e que a cada nascer do sol também renasce
Que nós, juntos ali na varada, possamos compreender o amor
a paz e a luta
que os livros sobrepostos na estante, não empoeirem o pensamento jovial
de quem pode guardar dentro da lembrança apenas aquilo que faz bem e não reluta.
Chuva Ácida
De tão bela, ressecou a vida
Transformação necessária, sofrimento adquirido com fervor
transparece o peso da cruz de quem leva a verdade
faz sobre a ignorância de quem não vê o outro
de quem perdeu pra vida a batalha de força
de quem não quer mais lutar
Não quero carregar o bruto pesar do sofrer alheio
não posso me servir de consolos vazios
preciso saber que o que tem pra viver é a realidade
Não subestimo o desejo inconsequente
de quem quer pra si todas as formas de felicidade
da incerteza, da desconstrução, do inconcluso
de tudo eu quero mais a banalidade
Do balencê da água fria sobre as pedras
desfaço-me me lágrimas medrosas
futuro nenhum é verdadeiro sem que eu sinta o presente já em mim pulsando
to vivendo a tristeza de imcompreensão alheia
da falta da verdade
do amor em pequenas caixas perdidas
Transformação necessária, sofrimento adquirido com fervor
transparece o peso da cruz de quem leva a verdade
faz sobre a ignorância de quem não vê o outro
de quem perdeu pra vida a batalha de força
de quem não quer mais lutar
Não quero carregar o bruto pesar do sofrer alheio
não posso me servir de consolos vazios
preciso saber que o que tem pra viver é a realidade
Não subestimo o desejo inconsequente
de quem quer pra si todas as formas de felicidade
da incerteza, da desconstrução, do inconcluso
de tudo eu quero mais a banalidade
Do balencê da água fria sobre as pedras
desfaço-me me lágrimas medrosas
futuro nenhum é verdadeiro sem que eu sinta o presente já em mim pulsando
to vivendo a tristeza de imcompreensão alheia
da falta da verdade
do amor em pequenas caixas perdidas
Sepulto a dor que em meu peito agora sinto
Com o badalar de sinos fúnebres
Que se estilhaçam num misto de ar e asco
Respirar profundo
Para que os pulmões sobrevivam a fumaça dos dias
Cinzas
Anuncia-se o azul de um novo céu
Estrelado
A lua mansa cresce
Gerando em seu ventre
Qualquer coisa cheia
Esvazio-me então
de todo o ar e asco
Para que no ventre do meu ser
Possa brotar qualquer semente nova
(de mim mesma)
e crescer mansa, como a lua cheia
Que se sepulta sempre
E renovada chega.
Talita
Com o badalar de sinos fúnebres
Que se estilhaçam num misto de ar e asco
Respirar profundo
Para que os pulmões sobrevivam a fumaça dos dias
Cinzas
Anuncia-se o azul de um novo céu
Estrelado
A lua mansa cresce
Gerando em seu ventre
Qualquer coisa cheia
Esvazio-me então
de todo o ar e asco
Para que no ventre do meu ser
Possa brotar qualquer semente nova
(de mim mesma)
e crescer mansa, como a lua cheia
Que se sepulta sempre
E renovada chega.
Talita
sexta-feira, 11 de abril de 2014
Essa janela me sufoca
O contorno da arte perseguindo a sanidade
A musicalidade do espírito sedento de vida
Não há nada que se possa fazer
Abrir os olhos do céu para que ele entre em conflito com os da alma
Me mostra por completo no grito da garganta
Triste o fim da vida de um santo
Aquele que não pode lidar com a realidade, fica triste, patético.
Eu quero compreender a cor do que já foi dito.
O incompreensível do dom inesperado
Saia da alegria burra pra dentro do eu, calmo. Eu verdadeiro, desconhecido, querido, fugido.
Artista não ouvido briga, dá atenção ao copo iludido de carnaválias.
Pra além de mim, repito dizeres na espera de deixar explodir pra fora de mim a alma-céu presa no quarto frio do meu corpo e do seu.
quinta-feira, 10 de abril de 2014
Febri
Calor
quentura
bafo quente
gostosura
O insipiente desejo de ser
alguém que se queira ter
pra além do amanhecer
Rimas fracas na calada
espero também ser a madrugada
do acalento corporal
no esfriar do arrepio o maior desejo
o sopro da vontade de morrer no instante
Pra mim quero o tudo que contém o nada
o braço repousando no ar
as pernas postas na sacada
Quero o olhar limpo das estrelas calmas
o vazio do céu escuro
o silêncio do breu solitário
O barulho do mar sussurrando no meu ouvido
poesias de memória esquecida no tempo
quero o amor da água fria
me deixando mágoa
quarta-feira, 2 de abril de 2014
Hoje eu tenho que falar da minha dor
Como é terrível saber que nada vai fluir certo
como é triste perceber que só posso contar com o intocável, com o incompreensível
como pode ser tão provável numa mesma vida
a dor de 100 em uma só alma
Mas tudo isso é mentira
é improvável
é choro de criança desambientada
é chororô
Eu quero fechar os olhos na brisa fria
compreender o movimento dos pássaros
esperar a vida passar
e rezar
Quero saciar a sede profissional com a compreensão
quero despertar nos outros a dor dos outros
quero devolver-me a terra como quem não precisa mais de si.
quer entender a morte
quero amar.
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