sexta-feira, 6 de junho de 2014

Lá pra lá

Não tem pressa
isso tudo é só porque eu sou dona do mundo

No resguardo do abraço está sempre a espera de quem se vê transbordado de tudo
Da imensidão do desejo de mais está guardado o amor da revolução

As vezes quero palavras bem ditas, gritadas
despertar o respeito pela vida que sempre se perde na dor de viver

Mas as vezes a cerimonia me consome, me grita, me pede pra ficar
Na calada noite solitária, aprendo a entender a solidão das estrelas

Na morte vai repousar a luz e o brilho que um dia teve em vida
Nos versos soltos da ritualidade está as mãos da arte

Não que pra mim o sono represente calma, a falta de sentido do olho aberto, disposto a vida
Vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida vida

Já não consigo para de escrever sobre o que busco mais que a vida vida vida vida vida vida vida vida
Não estarei aqui pro fim

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Pra amanhã


Agora já é um pouco tarde
A tormenta e os versos perfeitos que me veem de madrugada já se foram
Eu escrevi muitos livros em sonho, eu , eu mesma.

Durante um filme artístico me imaginei gritando versos de desilusão
Falando claramente que a minha arte era a manobra das palavras-sentimentos
Mas acordei com o coração disparado em meio a um tempestade de escolhas

Naquela tarde eu escolhi o silêncio, o afastamento, as cores e as músicas
Eu escolhi o conforto e a falta de exemplo
Enchi o saco da vida e fui caminhar sozinha

Agora é tarde, já não espero o por-do-sol
E os pensamentos se enganam e desenganam dentro deles mesmos, perdidos, sem consolo, desesperados
Amanhã nada vai passar.

Da espreita névoa branca da manhã, do calor do sol e da preguiça
Despeço-me de mim pra nunca mais me achar
Quero o vazio de não ser lida