Endereço-te palavras pra que um dia ao lê-las, mesmo que tarde, ainda sinta o meu amor.
Hoje, faz frio como sempre.
É mês de julho, o mês mais importante do ano pra mim.
As nuvens esconderam o céu de mim, de nós.
Nessa pequena cidade, tem um violão sendo dedilhado calmamente em algum lugar do bairro. Ele diz em alta voz a poesia escondida nas antigas pessoas que moram aqui.
Na noite passada sonhei com você. Como se você voltasse a habitar em minha mente como antes já o fez, morou aqui dentro, lembra?
Mesmo depois de tanto tempo, tudo está sacro.
Teu sorriso era o mesmo.
Nessa tarde quieta, silenciosamente programada pra me tocar, me influir coisas de nós, eu tomo um café com leite doce. Tem um abajour inundando o quarto de um luz morna, que transborda a janela e aquece o ar. Sei que os passarinhos que cantam agora percebem que ela exite.
E que eu estou pensando em você.
Queria te falar que você é a prova de que sou capaz de amar.
Queria te dizer que de nós, tudo ainda restou intacto.
Que sinto felicidade clandestina em saber que ainda quero fazer parte do teu contexto.
Que penso em ter filhos e envelhecer ao teu lado, amado.
Mas que agora esse violão intensamente triste me diz que não posso.
Liberto-te te toda prisão que esse sentimento possa lhe causar, endereço-te todo meu respeito, e minha decisão de te deixar permanecer em seu destino, flutuando em suas tentativas de felicidade despreocupadas.
Estou lendo um conto de fadas, amado.
Dizem que me faltaram fantasias na infância.
Foi por isso que nos perdemos naquele momento-dor. Porque faltou a nós acreditar em fantasias, que tudo era possível. Que nós inventaríamos o mundo, se precisássemos.
E agora busco de volta esses dizeres, esses escritos que traduzem uma parte do coração de quem acreditava em contos de fadas.
Busco-te. Reinvento você no meu cotidiano enquanto sinto meu amor pousar em mim.
É normal que essa energia nos abale, que sinto descontentamento por você não estar aqui.
Porém eu sou feliz de vivenciar essa poesia de amor-você.
sábado, 25 de julho de 2015
domingo, 5 de julho de 2015
Medir
Quero falar disso
desse espaço vazio sem palavras que aprendo cotidianamente
sem mensura
dessa tristeza que se esvai pelo dedos no teclado
da minha felicidade mesmo com o dia nublado
Quero lembrar dessas coisas
Da minha mãe me esperando pro almoço
Do macarrão que me acompanha
Da esperança que não é espera do amanhã
Mas é o dia se transformando nesse dia que é tudo que tenho
O ar entra no peito e espera que eu possa o colocar pra fora, agora, modificado
Nada que começa de um jeito, termina do mesmo
E as noites de inverno e de verão sempre possuem as mesmas características
nunca deixam de ser noite
E eu nunca deixo de ser eu
mesmo que o que eu mais queira da vida seja me livrar do "mim" e do "meu"
do tempo que não é hoje
De esperança que não está no agora
De repente silêncio morno na mente calma
percebo os latidos, e os transtornos
a calma do caos que vem calma
A cabeça pairada no pescoço
Ordem na desordem é virtude
Compreendes o seu caos? Então vives
De mim
do tempo
Do contorno
Do não dito, do que não é verbo
Só resta a atenção
o ouvir pleno
o deixar acontecer
E hoje me despeço de mim.
Morro todos os dias
Mato o passado e o futuro
me transformo no silêncio do medir.
desse espaço vazio sem palavras que aprendo cotidianamente
sem mensura
dessa tristeza que se esvai pelo dedos no teclado
da minha felicidade mesmo com o dia nublado
Quero lembrar dessas coisas
Da minha mãe me esperando pro almoço
Do macarrão que me acompanha
Da esperança que não é espera do amanhã
Mas é o dia se transformando nesse dia que é tudo que tenho
O ar entra no peito e espera que eu possa o colocar pra fora, agora, modificado
Nada que começa de um jeito, termina do mesmo
E as noites de inverno e de verão sempre possuem as mesmas características
nunca deixam de ser noite
E eu nunca deixo de ser eu
mesmo que o que eu mais queira da vida seja me livrar do "mim" e do "meu"
do tempo que não é hoje
De esperança que não está no agora
De repente silêncio morno na mente calma
percebo os latidos, e os transtornos
a calma do caos que vem calma
A cabeça pairada no pescoço
Ordem na desordem é virtude
Compreendes o seu caos? Então vives
De mim
do tempo
Do contorno
Do não dito, do que não é verbo
Só resta a atenção
o ouvir pleno
o deixar acontecer
E hoje me despeço de mim.
Morro todos os dias
Mato o passado e o futuro
me transformo no silêncio do medir.
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