sexta-feira, 18 de abril de 2014

Sepulcro musical

Divisão do bem querer em faces erradas
Espero de ti todo o amor que não podes me dar

Que o nosso tempo morto e incerto nos dê a sabedoria de viver o já
de ler o livro na rede depois do jantar
de falar e falar e falar

Sobre os romances antigos, sobre a dor da vida, sobre o escritor cubano que no já não se encontra mais.
Que a rede que balança levando o tempo em si leve também o mal
que só fique o bem querer e a esperança de recomeçar

Nós, juntos ali na varanda, olhando pro céu de encontro as  montanhas
possamos compreender a leveza dessa menina que se chama vida
que brinca com todos e ri de gargalhar

Ri todo dia do café quente demais
do latido alto
do tropeçar

O velho encostado no portão retém pra si a calmaria da manhã fria
diz que não se preocupa mais com a vida
que é amigo maior do tempo rei e que a cada nascer do sol  também renasce

Que nós, juntos ali na varada, possamos compreender o amor
a paz e a luta
que os livros sobrepostos na estante, não empoeirem o pensamento jovial
de quem pode guardar dentro da lembrança apenas aquilo que  faz bem e não reluta.



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