sexta-feira, 18 de abril de 2014

Chuva Ácida

De tão bela, ressecou a vida

Transformação necessária, sofrimento adquirido com fervor
transparece o peso da cruz de quem leva a verdade
faz sobre a ignorância de quem não vê o outro

de quem perdeu pra vida a batalha de força
de quem não quer mais lutar

Não quero carregar o bruto pesar do sofrer alheio
não posso me servir de consolos vazios
preciso saber que o que tem pra viver é a realidade

Não subestimo o desejo inconsequente
de quem quer pra si todas as formas de felicidade
da incerteza, da desconstrução, do inconcluso
de tudo eu quero mais a banalidade

Do balencê da água fria sobre as pedras
desfaço-me me lágrimas medrosas
futuro nenhum é verdadeiro sem que eu sinta o presente já em  mim pulsando
to vivendo a tristeza de imcompreensão alheia
da falta da verdade
do amor em pequenas caixas perdidas

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