De tão bela, ressecou a vida
Transformação necessária, sofrimento adquirido com fervor
transparece o peso da cruz de quem leva a verdade
faz sobre a ignorância de quem não vê o outro
de quem perdeu pra vida a batalha de força
de quem não quer mais lutar
Não quero carregar o bruto pesar do sofrer alheio
não posso me servir de consolos vazios
preciso saber que o que tem pra viver é a realidade
Não subestimo o desejo inconsequente
de quem quer pra si todas as formas de felicidade
da incerteza, da desconstrução, do inconcluso
de tudo eu quero mais a banalidade
Do balencê da água fria sobre as pedras
desfaço-me me lágrimas medrosas
futuro nenhum é verdadeiro sem que eu sinta o presente já em mim pulsando
to vivendo a tristeza de imcompreensão alheia
da falta da verdade
do amor em pequenas caixas perdidas
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