Pra capital
Calma!
Vou fazer meu ato político, assim que terminar de jantar.
Vou te mostrar, te desafiar. Nada de desconcertos e desenganos, é só amor e dor. De tudo que eu sei falar.
E quando o sol bater vai tudo virar luz, vento e mar
Calma!
Eu não sei escrever poesia, nem conto, nem história
Também não sei interpretar. Não faço música nem toco instrumentos. Nem pintar nem rezar.
Escrevo rápido, como uma caligrafia arrastada, inconstante, você não pode ver.
É tudo meio que já.
Sou fruto da pressa com a vontade.
Me sinto atrasada mas não perdi o tempo.
Vou aprender a deixar o tempo acontecer e passar.
Vou respirar, olhar, sentir, perdoar, entender, acalmar, aquietar, AMAR.
Vou atentar e escutar com atenção de neta e ouvidos de primeira vez
O barulho que o silêncio provoca em mim, todos os dias.
Nenhum comentário:
Postar um comentário