domingo, 24 de maio de 2015

Relatos de um caderno perdido na terra e achado no tempo II

Há uma poesia inconsciente nos passos humanos apressados
Nos cabelos penteados
Nas pernas cruzadas
Para os que estão tentando, pros que estão conversando
Para os que perderam a vergonha
Para os que estão curtindo a vida, a tarde azul dessa terça-feira
Para os que estão descontentes
Há vida e histórias infinitas
acontecendo agora

Decidi engolir a fotografia que congelou meu momento
Decidir pousar meu olhar e ouvidos no meu eu que espelha meu redor
Meu coração está derretido em saudades
São inúmeras as páginas da vida da imaginação humana

Fumaça que se esgota com o vento do tempo
Palavras repetidas
Escritas cansadas das mesmices cotidianas
Passos largos, envergonhados ou apressados,
Ruas novas, brisas leves, vento frio
Mãos dadas, palavras sussurradas
Abraços fortes de despedida
A verdade que pousa como pássaro na janela
O momento exato de dois olhares que se cruzam entre tantos outros

A multidão que se desloca, vazia, desconhecida.
As mil possibilidades de  amor
A calma do café que esfria
A arquitetura singular de cada povo
A serenidade e o silêncio do coração que começa a compreender a vida.


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