domingo, 24 de maio de 2015

Relatos de um caderno perdido na terra e achado no tempo, Paris

Desapareço como para aparecer em mim
Destruo tudo como para reconstruir
Abro o recorte da vida em branco, faço viagem
Fecho os olhos e já não estou mais aqui

A descoberta parte do princípio da total ignorância da vida
minha total insensatez  contemporânea rouca
a respeito do significado de tudo isso

Desisto do irremediável

Na chuva, na paisagem, no sorriso
No sol sorrateiro que invade o quarto na manhã de terça
está a beleza da minha vida, porque eu estou viva

E de repente, no sopro do óbvio, reconheço-te.


Pausa pra vida.



De tanto apagar a luz da alma deu-se por encerrado o dia
Fechou-se a porta do sol para nunca mais voltar
Qual é o tamanho da sua dor ?

Você pára em mim com a impertinência do seu olhar e eu não tenho mais pra onde fugir

Fluidez

O meu sorriso ficou contínuo no rosto
O roubei das calçadas desconhecidas por onde caminhei
Com meu amor infinito preso no bolso, claro.

Ainda não está pronto,
todas as relíquias estão presas em caixas de emails
Desconcertante vida.

Ainda aqui no vazio do agora, só me resta o já.

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