Agora da janela do trem dessa cidade que não sei o nome
vejo vidas emaranhadas
Amarrotadas de sonhos
sedentas de verdade
preocupadas e com medo do amanhã
O trem continua e vejo
crianças correndo
Emboladas entre bolas e palavras
cheias de desejo e cores
fazendo jogos com a tristeza
enganando a monotonia
perfurando sorrisos falsos
com a verdade de uma gargalhada
O trem para na estação
vejo abraço sujos de romances
filmes em cartaz
desprezando amores e dores
Respeitando o ritmo natural das coisas
Revivo
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