quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Relatos do tempo que passa



E quem diria que seria no céu que eu contraria minha luz
Em meio aos campos infinitos, aos pomares perfumados, a grama verde viva, as nozes pelo chão 
O céu pincelado se apresenta como o mais bonito
De surpresa me pego pensando se ele é mesmo de verdade
Porque parece cuidadosamente pintado por alguma (o) artista doida (o) e genial.
Desaba por sobre mim sua beleza imensurável , todos os dias
Despedaça minha razão em pequenas nuvens insignificantes
Obra de arte viva de todos os dias de sol




Relatos do tempo que passa II

Agora mergulho nesse silêncio cantado pelos pássaros
O vento e o sol roçam minha pele, acariciando devagar o que o tempo me fez compreender que é meu
A minha respiração ainda não acostumada com a vida disposta aos meus pés, rejeita a calma e a postura
Mas não desisto de alinhar o corpo e a alma
Eu flutuo no ar, nas nuvens do céu do mundo
Parto pra outra dimensão segura da verdade
Escolho fazer o que quero e dou as mãos pra mim mesma por toda a vida restante

Agora chove de novo
A realidade vai virar sonho um dia, eu sei
No ciclo de tudo, manso tempo, mansa chuva
Gotas de lágrimas, gotas de vida
Escancaro a bestialidade de se poder estar aqui

Relatos de dentro pra mais dentro ainda
É fim do dia
Terça feira chuvosa, dentro e fora. Como sempre
Quero lembrar de hoje como o dia da Aventura da Compaixão
Transformei diversas vezes o rumo do dia, para desaguar numa noite com lágrimas e sorrisos
Decidi que quero o sorriso livre pra mim
Tenho 20 nada anos e ainda não pude sorrir livremente, como aqueles sorrisos que fogem a boca no meio do jantar, aqueles sorrisos sem preço, sem motivos, sem nada, sabe?
Carrego ou carregava a sensação de algo errado a consertar, um trabalho a terminar, um adeus a dizer.
Mas perco a cada instante a urgência da vida, das horas, das despedidas.
Vou deixando a preocupação pelas esquinas iluminas em que passo sem perceber o caminho
Vou me livrando pouco a pouco da preocupação,  como quem tira um casaco porque esta muito quente, assim, rápido.
A verdade que enxergo carrega uma maleta chamada coerência, uma senhora simpática e bondosa, porém extremamente rígida, como os (as) alemães (as).
Na vaidade frustada e consumista de hoje em dia é muito fácil perder minha rédea, eu já perdi muitas vezes em dia de carnaval.
Desabafo pra ninguém mais ver, pois preciso do reflexo de mim sozinha.
Preciso aprender .
A dizer não e a dizer sim.
Conheci pessoas que me fizeram dar um salto, como pra poder ver mais,como pra poder pegar pra mim tanta doçura,  pessoas fortes, mulheres-aço, as quais merecem e acredito que devem ser seguidas. As quais quero lembrar quando respirar fundo  no topo da montanha da vida.
Mas assim como essa chuva, sou infantil e inquieta.
Ainda não pronta, escrevo sobre os erros que ainda não cometi, escrevo sobre os erros com os quais ainda não aprendi
Passo as noites revendo as experiências do dia. Dia após dia.
Pra ver se pego mais apego a mim, se me aconchego melhor, assim, sozinha.
Meu encontro com tanta verdade me fez borbulhar pra dentro , numa infusion de cérebro derretido.
Por isso não consigo agir, meu cérebro ainda esta derretido de verdades.
Mas tenho sorte. Acredito pra caramba nela.
Espero-me incrédula de vasta límpida água tanta
Boiando na loucura que salta aos olhos

Asa branda voando alto, virgem de vida de verdade.

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