sexta-feira, 28 de março de 2014

E por que fica cada vez mais poético a foto mais banal da realidade?
E por que não poetizar cada segundo de normalidade?
Pela fala do interfone, pelas lembranças do metro, pelas tardes de domingo. 
Há em mim a sede ferrenha por espantar as palavras, assim como de susto mesmo. Meio para que elas se aquietem na minha mente e parem de pedir pra saltar pro papel, às 5 da manhã, agora. 
Que maldosa a sede de escrever, de transpor na comunicação portuguesa algo que chegue perto do sentimento.
As lembranças que causam saudades são o motor dos livros de poesia.

Que o metro que carrega história, vida, cansaço e esperança, nunca pare. Mas que sempre hajam os que andem nele, assim, por andar.


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