sexta-feira, 28 de março de 2014

E como já era de se esperar, eis que em uma terça a tarde, sobre os envergonhados raios de um sol de inverno, em meio à livros de economia política, a chuva não espanta a inspiração de deixar que os pensamentos vãos perpassem a mente na esperança de serem concretizados em palavras doces e sinceras sobre a bastarda vida nos dada. 
Examino as conversas despretensiosas com uma amiga, da noite de estudo que não foi, e percebo a influencia de certezas tão benevolentes em mentes que insistem em achar significado pras coisas.
Realmente acredito que estou certa quando digo que não importa se a verdade mora nas conclusões que tiramos e especulamos, já que pra mim não passa de uma pura questão de escolha a interpretação dos ocorridos.
A falta de merecimentos que reconheço ter da vida boa que esgoto todos os dias foi desfecho da madrugada quente de um quarto claro.
Reconheço que nossa beleza não passa em concurso e que isso nunca nos importaria, pois a que nos foi concedida foi a beleza de se poder pensar. Ah, sim. A gente pensa muito. A gente muda de pensamento e a gente critica as mudanças. A gente tenta descobrir o porquê das vontades e o porquê das burrices, mas a gente não para de viver.
Reconheço agora a beleza de escrever vendo meu reflexo na tela do computador, promovido pelo sol que invade minha sala e a mesa de madeira antiga, meus dedos parecem seguir um ritmo soprado pelo vendo da inspiração. Mas isso quase nunca acontece.
Apenas nos dias como os de hoje, quando se tem uma prova muito pica e qualquer coisa se torna motivo pra filosofar.


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