Têm homens fumando charuto nas meses da tabacaria do centro da cidade
Eles são cópias nojentas de um protótipo em extinção
De uma luta por aniquilamento do outro
Mas eles não são culpados, ou pelo menos não são os únicos.
Divisão inoportuna dos dias em momentos onde retiro o ar com mais qualidade do mundo ou apensas vivo.
São sonhos que crio e deixo flutuar sobre um céu azul de algum lugar do mundo.
Algum lugar muito dolorido.
São dias,
Na imensidão dos tetos e dos diálogos há sempre demasiada indolência obscurecida.
Há sempre aquela conhecida falta de sentido.
A vida vai passando e as coisas ficando para trás
Umas pulam a correnteza coesa dos acontecimentos e vão se transformando em lembranças que se assemelham à fatos acontecidos, mas são apenas criações de uma mente atravessada pela sociedade moderna-doente.
Ninguém consegue entender os porquês de tudo existir a todo momento que a vida é vida, propriamente dita.
Eu erro muito, toda hora. E talvez seja mesmo assim que seja pra ser. Erros.
Coloridos, divertidos, repetidos, encantados, sofridos, culpados: erros.
E não tem final feliz.
E não tem perda de culpa.
Têm flores e manhãs. Têm prazo e recompensa.
Têm luas lindas a agigantar o céu claro de estrelas.
Amores perdidos, esperanças renovadas, datas que passaram e que se esqueceram. Se perdem ao esbranquiçar do tempo, semelhantes às idades.
Algo que nunca mais será encontrado.
Infâncias lindas e formadoras do agora se retraem para dar espaço para o novo. O novo que reconstruímos para depois esquecer.
Vícios que adquirimos para depois mudar e ser outro.
Na ineficácia das correntes de pensamentos, sinto minhas costas cansadas de tentar ficar eretas e falharem.
Sinto o amor distante porém latente, poente.
Eu queria ser uma bomba.
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