Tem um assunto parado sempre no ar pra ser acessado quando a mente respira fundo numa pausa não programada no meio da vida, no meio do dia.
As luzes que invadem a pele através dos olhos são semelhante aos sóis de inverno que brilham sem esquentar.
Existe uma certeza mansa que nos acompanha sem que tenhamos consciência dela.
Existe uma proposta de tarde serena, papo descontraído e abraço forte.
A menina não sabia que quase tudo que pensava era inútil, e quando descobriu, decidiu sentir quase tudo de uma vez só pra poder se livrar instantaneamente das impurezas dos pensamentos viciados .
Quis correr pro tempo voltar.
Não deu muito certo mas isso fez com que ela aprendesse.
Aí se afogou um pouco em tempestades de lágrimas atrasadas que por estarem atrasadas pareciam vir com mais força e não respeitar o tempo do sopro do ar, ou melhor, o tempo que o ar leva pra entrar, inundar os pulmões de vida, e depois sair.
Ela se viu no próprio mar, agarrada numa proa despedaçada de incertezas.
Ouviu uns versos de uma música perdida no tempo e pensou ser tudo passageiro.
Um dia a gente aprende. Um dia a gente confia na gente. Ela ria e chorava.
Tem ainda esse cotidiano que fere, esfola e inibi a espontaneidade de florescer nas manhãs cheias de beleza.
Tem uma bela promessa pulsando no meu coração de vida melhor, vida melhor, vida melhor.
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