quarta-feira, 8 de junho de 2016

Por todas

Tô aqui carregando o peso do desamor que vem de mim
me culpando por me achar incapaz
por não me amar quando erro
por não ceder quando choro

Mas no dia-a-dia as coisas ficam quebradiças
vai tudo se coisificando e perco o sentido dos sorrisos facilmente se não olho atenta
Eu desnudo a vaidade dos outros com uma certa facilidade
Mas a minha fica trancada por um chave enigmática que até hoje ninguém me ajudou a achar

Sou de uma natureza desconhecida por mim
e me acho egocêntrica se fico pirando, procurando entender o meus mecanismos
Sinto-me sozinha e de vez em quando tenho medo por gostar tanto assim da solidão

Quando me obrigo a fazer algo
desabo por completo


E é isso.


Inviável seria  me odiar por encontrar aqui lugar de desaguar
Isso prova que me amo
Isso prova que me procuro e que me acho nas palavras que soltam da minha vã filosofia

Nas minhas nadadas falidas do amor.

Prometer falhar e ser imperfeita, meio que todo mundo faz, meio que pode ser até uma zona de conforto.
Eu não sei nada sobre mim e isso me assusta na mesma medida que me encanta.

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