quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Sátira

Esses dias foram de insano delírio
revejo as traves enferrujadas do campo de futebol no mato e me sinto flutuando
eu não queria rever poemas antigos dos quais já tinha me abdicado
mas o amor pega de um jeito sempre igual

Eu relampejo sentimentos
amorosos e odiosos de uma vida doce
caí
fui lá rever o céu do dia de mim de dentro de nó  - nos
 eu queria reverberar pra sempre dentro do grito que tudo desfez em gotículas de palavras

essa semana toda eu passando o tempo das horas encaixotadas pra gastar na vida que eu quero
depois eu volto

eu sou maior do que os travessões de sua fala
eu cresço e me apodero da vida onde esqueces de podar as pontas

sou essas pequenas raízes que restam e restam e vão

e depois das chuvas elas vão dominando de novo o que já era delas e vão descendo as montanhas antes inabitadas

somos todas as colheitas mais antigas de luta por uma grande liberdade de ser

de sentir


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