Disserto agora, mais uma vez, não como novidade, sobre mim
Sobre esse eu, disfarçado no escuro da alma, não espelhada no mundo
Assunto desgastado de uma mente que caminha devagar pelos caminhos de pedra da vida
Na espera que me encontro
Nas falhas que cometi
Na ansiedade que me consome
Esta clara e cansada luta contra o que é velho
Minha tendência leviana pelas mesmas coisas
Meu humor inclinado pelo mesmo gênero
Meus trajetos cravados pelas mesmas dores
Na insistência de preservar a essência do que acho que diz respeito a mim
Talvez resida a não satisfatoriedade com aquilo tudo que não vem pronto
que não é fácil. Ai meu deus como é difícil.
Alias me parece muito impossível nas tardes de sexta feira controlar-me
Pra não sair pelas ruas bêbada de revoltas e histórias
Indesejando o espelho que que me soca a cara todos os dias
Manchado de lamentos e de torpor
Mas aí vem esse sol realçando o brilho das folhas das árvores que ainda vivem
Ainda pairam por sobre as ruas de asfalto quente de fumaça e pressa
Vem o vento lembrando que o pulmão existe por uma razão de inóspito esquecimento
Vem a calma da manhã me lembrando o motivo das coisas existirem
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