segunda-feira, 16 de março de 2015

Cartas à uma velha amiga

Sua poesia é tanta que transborda meu computador
Inunda meu quarto
Me afoga na alegria do ser sua amiga, de ser sua.
Continuo flutuando, desde os últimos 2 meses.
Oscilo muito, é verdade. Mas não me dói mais ter que acordar a cada meia hora para não me perder de vez dentro da minha mente.
 Não se desculpa pela carta, sei que é difícil escrever carta, a minha última foi como um parto.

Não mais estéreo a minha alma pulsa carregada de cor
Não inconsciente a minha dor reside calma, como uma pedra larga dentro de um oceano imenso de paz.

E as ondas? Essas reviram meu mundo de náusea e sofrimento, mas são tão lindas! As ondas.

Agora mais largadas, balançam no meu mar,  renovam espuma branca de beleza.
Compõe música pro meu olhar.

E o corpo, esse misterioso braço da existência , agora compreendido, descansa o fardo da beleza.
Caminho a passo pleno- flexível ao vento- reconhecente do amor que há em mim.

E no meu abraço está a força do bem querer.
E nas minhas mãos o poder do trabalho transformador.
Nos meus ouvidos a escuta atenta.
Na minha boca a palavra que cria, a energia que vibra pra nos meus olhos demonstrar tudo que ganhei caminhando em direção ao infinito presente.

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