Cadê meus infinitos de mim?
Onde está a luz púrpura da selva pessoal que estremesse dizeres em espanto de orvalho?
Das profundezas dos sons silenciosos que existem nessa casa
Despertei-me romanticamente divina
Na força de poder tornar-me extrato de seiva
Eu respeito os bichos internos, alterados
Grito em som estrito, chacoalhado
que eras tu, meu divino querer que me entorpeces
que nessa queda-de-mão sozinha
na agonia da dor vivida
não há fadiga no escárnio terreno da tentativa
repetida
Relance propenso sem verso sem lenço
sem cor, sem dor
sem nome, sem lamento, lamúria ou descontento
Reabre os vasos vazados e estremesse em teu nome
Óh, divina flor de Lótus
Tatua em minha pele seus traços
rabiscos engrenhados de teu enredo maléfico
vivido há tempos já esquecidos
Sou agora águia pousada em água de areia morna
Lépida passagem de vento fresco em seu rosto
Piscar de cílios do olhar contente, desesperado pelo repouso
que sua imagem dá em minha alma
Ofuscante inverso de tempos revoltos, remotos
rogo em nome do vento, da neblina e do alvorecer
que tu te despeças de mim, assim alvoriado
recheado de bem-querer.
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