terça-feira, 7 de abril de 2015

Pra uma amiga assim como eu

Quis me desculpar durante todas essas horas
Mas não achei jeito nem caminho entre o orgulho e o descompasso do coração
Pensei no que aconteceria quando eu me relacionasse com alguém parecida comigo
E logo vi nós duas, naquela noite, com aquele olhar, e aquela dor

Assim como eu, você descobriu a arte do verbo rasgado
Do palavra corrida em busca da razão, muitas vezes desconhecida
Do passo antes do penso
Da resposta antes da pergunta

E mesmo me vendo, assim como você
Refletida no espero dos olhos do outro, nos seus olhos
Sentindo o desespero de ser assim
Eu quero recomeçar, quero reaprender, quero tentar
De novo, de novo, de novo, de novo.

                                                                 INFINITAS VEZES

Porque eu sou você
Poque eu amo você
Porque estamos juntas na mesma caminhada, nos mesmos erros, escrotos, frágeis, se protegendo atrás das mesmas razões insanas, insignificantes no tocante da vida.
Representando o que não queremos, o desamor que não sentimos: discutimos em busca do nada no vazio.

Vazio que será minha vida sem você, baseado no nosso fracasso de não conseguirmos conviver por não suportar nos enxergar tanto.



Quer tentar outra vez, de mãos dadas, pra sempre e sem fim?


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