Repousa na brisa suja de experiencias inocentes
Repleta de si mesmo regala os olhos ao ver o céu cinza
E as músicas, e as línguas e os abraços continuam a
sufoca-la
Como vestígio solto de tardes de verão que passaram ligeiro
Aliás como tudo que sempre passa rápido
E no cinema de segunda-feira encontra choro em banco
desconhecido
Vê-se refletida no espelho da tela grande de pequenas
ilusões
De águas límpidas repletas de poeira do tempo, de sal e de
suor
E agora inquieta com o vento frio
Espero desesperadamente que tudo gele, assim, embranqueado profunda-mente
Quero ver clarão de inverno, quero ver o frio materializado
em flocos
Quero tudo isso somente pra assistir a desfazer com os raios de sol
E mesmo que seja de manhã e o café ainda esteja na mesa, ela
se regala com o dia
Ela deixa transbordar no corpo a vida que tem no relógio
Ela ver cair pelo chão os anos da infância e da juventude
Ela espera os cabelos brancos e a dor nas costas
Como quem abre um sorriso pra morte e diz obrigada a vida
que teve
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