segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Susto

Repousa na brisa suja de experiencias inocentes
Repleta de si mesmo regala os olhos ao ver o céu cinza
E as músicas, e as línguas e os abraços continuam a sufoca-la 
Como vestígio solto de tardes de verão que passaram ligeiro

Aliás como tudo que sempre passa rápido
E no cinema de segunda-feira encontra choro em banco desconhecido
Vê-se refletida no espelho da tela grande de pequenas ilusões
De águas límpidas repletas de poeira do tempo, de sal e de suor

E agora inquieta com o vento frio
Espero desesperadamente que tudo gele, assim, embranqueado profunda-mente 
Quero ver clarão de inverno, quero ver o frio materializado em flocos
Quero tudo isso somente pra assistir a  desfazer com os raios de sol

E mesmo que seja de manhã e o café ainda esteja na mesa, ela se regala com o dia
Ela deixa transbordar no corpo a vida que  tem no relógio
Ela ver cair pelo chão os anos da infância e da juventude
Ela espera os cabelos brancos e a dor nas costas
Como quem abre um sorriso pra morte e diz obrigada a vida que teve




Nenhum comentário:

Postar um comentário