Pés descalços, agora desnudos de segurança
Perpassam o vazio que é viver
Na completa solidao de tudo busco desenlaçar os nós da alma
Compreender os caminhos
Destrinchar sentimentos e atitudes outrora chicles
Desespero em dias sem sol
Sabendo que o que me aguarda é o frio, a neve e as arvores
nuas de um inverno ainda nunca vivido
Espero na sabedoria que nao possuo reenventar o amor todos
os dias
Espero desamar a mim para poder amar de novo
E dessa vez pra sempre
Espero que o escuro que agora me amedronta junto ao desespero venham a me
acalmar no chegar da noite
Que o vento acaricie minha pele sedenta de carinho
E que eu reconheça cada vez mais, no olhar, a cor da
alma alheia
Quero obter a sensibilidade das gotas de orvalho
A felicidade das flores na primavera
O sabor das futas maduras
E a cor do céu
A paciencia do universo
E a calma de um velhinho sentado no banco da praça
Na tentativa real de desenrolar tudo, absolutamente tudo que
ha dentro de mim
Afaste-me dos conhecidos
Acheguei-me no ouvido dos completos diferentes
Para entao encontrar alento, conforto e segurança pra voltar
Quando chegar a hora, que ha de chegar como o primeiro raio de sol do dia
Quero estar pronta, adepta
Risonha e chorosa pra receber em meio peito todos os que já
conheço como se fosse a primeira vez
Quero usar de tudo que aprendi aqui todos os dias
Quero amar incondicionalmente a tudo que me rodeira
Quero ser forte pra dizer não
Quero ser corajosa pra dizer sim
quero penetrar no vazio do invisível pra conseguir ver
E as palavras, essas que uso, e as novas que me rodeiam os
ouvidos sejam como sorrisos
Que elas invadam os meus dedos de sentimentos
De descrições e de tentativas
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