Quando não certeiras, assim se desenvolvem: meus pedaços de mim caídos por aí
sem dó de quem recebe meus espirros.
Metade de mim é seco, e a outra metade é goteira
Algo que se desenha, inesperado.
Em meio à um dia comum ou bagunçado.
Pode vir depois de uma tempestade ou de um dia ensolarado.
Apenas acontece e acaba molhando alguém.
Essas espessas sobras do meu ser escrespado.
Saem tonteantemente - desesperadas.
Removem lodos, acertos e ganhos,
promovem consolo, irritação e choro.
São goteiras certeiras, as vezes bem dentro do copo.
As vezes de aguá pura que agora planta verde, com sede.
As vezes suja, lamacenta e mal cheirosa.
Passo o tempo contando goteiras, conversas e indicações medicamentosas.
contabilizo sorrisos, dores, sonhos, confissões e amores.
Disparo goteiras.
Depois da chuva forte que desaba num dia de qualquer necessidade de explosão.
EU Era de mim,
que nunca tava aqui
fui descolada de um mundo melhor pra habitar insanidades diversas .
preciso redesenhar paisagens humanas com letras e parágrafos pra sentir fazendo parte de algo maior que apenas pensar o presente e agir no agora.
[...] O único universo que todos realmente conhecem e do qual têm consciência é aquele que carregam consigo como sua representação e que, portanto, constitui o seu centro. É justamente por isso que cada um é em si mesmo tudo em tudo.
Arthur Schopenhauer, in "A Arte de Insultar"
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